cárcere

na prisão das palavras que me foram dadas, escapei do cárcere maior, do mundo onde sobrevivia e pude afinal começar a viver. Pensei em construir uma casa. (no momento nenhuma casa me satisfaz), quis ter amigos por perto (nenhuma pessoa poderia estar verdadeiramente ao meu lado), então sonhei sonhei e deixei a casa por erguer. Quis o repouso do sétimo dia após seis dias sem nada ter feito. Decidi não querer. Pensava nas palavras, sozinhas elas não querem nada. Pensei em pensar sem palavras e já não podia mais desejar não estar em coisa alguma. Estar implica dizer que se está em algum lugar. Foi quando percebi. Saí de uma prisão concreta e pré definida para outra dada por mim mesmo, pela minha vontade. Hesitei em continuar a escrever, mas pude ver, não há outra alternativa, devo escolher os grilhões que irão me acompanhar. Sobreviver por minhas mãos ou pela mão do mundo. Sobreviver é a sina do homem enquanto ser vivo. Enquanto ser desejante de memórias no outro, das pessoas que escolhemos para visitar nosso cárcere da experiência de vida. Amor ao próximo é abrir a porta de ferro da prisão individual e compartilhar a mesma luz dentro de quatro paredes. Pronunciar o nome de quem se ama, no escuro da clausura, é um aproximar de celas. Saudade é guardar o nome em silêncio e desejar a liberdade do nome. Liberdade é criar um alfabeto pessoal. Lágrimas são alfabetos que brotam e evaporam e escorrem salgando a boca.
Eu estava equivocado. Eu quis a palavra como fim. Palavras são o meio. Palavras possibilitam. O homem é o agente concreto da possibilidade, é o verbo. Palavras idealizam a ação. O homem é a ação.
Desejo uma casa e amigos. Palavras expressam meu desejo. A prisão tem suas sutilezas.
Quero abrir as portas da minha cela e captar a sutileza do desejar. Quero um novo alfabeto com novas palavras e novos significados. No meu alfabeto, existir é sinônimo de brisa leve e passageira. Saudade é sinônimo de trazer para dentro de si. Sozinho é sinônimo de ser amado. Amor é sinônimo de promessas que se cumprem. Morte não tem significado porque está além da impossibilidade. Morrer é o significado da existência. Túmulo é sinônimo de brisa leve e constante. Funeral é festa de celebração. Viver tem um objetivo: um dia ser celebrado.
Cada pessoa é um alfabeto diferente.
Olhar é reinterpretar o mundo.
(Dizer uma palavra é louvar o deus dentro de si.)
O significado das coisas deve ser desaprendido.
(Viver é desaprender o significado das coisas)
Eu estava equivocado. Eu quis a palavra como fim. Palavras são o meio. Palavras possibilitam. O homem é o agente concreto da possibilidade, é o verbo. Palavras idealizam a ação. O homem é a ação.
Desejo uma casa e amigos. Palavras expressam meu desejo. A prisão tem suas sutilezas.
Quero abrir as portas da minha cela e captar a sutileza do desejar. Quero um novo alfabeto com novas palavras e novos significados. No meu alfabeto, existir é sinônimo de brisa leve e passageira. Saudade é sinônimo de trazer para dentro de si. Sozinho é sinônimo de ser amado. Amor é sinônimo de promessas que se cumprem. Morte não tem significado porque está além da impossibilidade. Morrer é o significado da existência. Túmulo é sinônimo de brisa leve e constante. Funeral é festa de celebração. Viver tem um objetivo: um dia ser celebrado.
Cada pessoa é um alfabeto diferente.
Olhar é reinterpretar o mundo.
(Dizer uma palavra é louvar o deus dentro de si.)
O significado das coisas deve ser desaprendido.
(Viver é desaprender o significado das coisas)
f. bisan
porque o significado continua progredindo, infinitamente.

4 Comments:
Também estou ali...
ali, onde estive...
te achei sem querer pelo google...além do nomes quase-semelhantes, fizemos até a escolha de layolt parecida!
heheh!
pq vc nao vem postando mais?
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