
Não que me falte assunto ou poesia, mas sinto que com o passar dos tempos o óbvio são franjas supérfluas a fazerem cócegas incômodas na minha consciência de mulher aos 26 anos.
Oh gosh!, sou mulher e não quero ser redundante.
Mas não apenas no dizer, mas no sentir e compreender. Por vezes compreendo uma coisa duas vezes em tempos distintos e sinto que preguei uma peça tolinha a mim mesma. Sou uma progressista. Talvez. Compreender duas vezes é reconhecer que não se compreendeu, é a insensatez do esquecimento ou a fragilidade do próprio mundo.
Enfim, o grande mau de que sofro chama-se solipsismo. Uma rachadura no caráter de qualquer existencialista. Eu, que já nem me considero uma - aceito por exigências.
Oh gosh!, sou mulher e não quero ser redundante.
Mas não apenas no dizer, mas no sentir e compreender. Por vezes compreendo uma coisa duas vezes em tempos distintos e sinto que preguei uma peça tolinha a mim mesma. Sou uma progressista. Talvez. Compreender duas vezes é reconhecer que não se compreendeu, é a insensatez do esquecimento ou a fragilidade do próprio mundo.
Enfim, o grande mau de que sofro chama-se solipsismo. Uma rachadura no caráter de qualquer existencialista. Eu, que já nem me considero uma - aceito por exigências.

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